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Um pouco de História

 

Poderíamos dizer que a primeira tentativa de organização da Associação dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra remonta a 1979, altura em que o Polybio e o Júlio juntamente com outros poucos elementos, se juntaram com intenção de organizar um conjunto musical de Antigos Tunos capaz de actuar nas Comemorações do Centenário de Camões.
Na mesma altura, os Antigos Orfeonistas, já em Organização, actuariam também.  
Contudo, a morte do saudoso Eng.º Alves Ferreira, um grande entusiasta que se propunha ensaiar o conjunto, veio arrefecer os nossos propósitos e impedir que o grupo se organizasse.  
Os anos passaram, até que, duma conversa informal entre o Polybio e a Ana Maduro, então directora da T.A.U.C., nasceu a ideia de efectuar uma reunião de antigos Presidentes da T.A.U.C. com a intenção de falar do seu Centenário que se avizinhava.  
Foi frustrante esta primeira tentativa pois praticamente não apareceu ninguém na reunião.
Em face do acontecido resolveu-se, de acordo com os desactualizados ficheiros da Tuna, convocar, para o dia 29 de junho de 1985, a primeira reunião de Antigos Tunos, a que se chamou Nota Prévia da reunião Preparatória do Centenário da Tuna T.A.U.C..  
A Primeira fotografia da AATUC
Esta reunião teve um certo impacto, pois levou O Teixeira de Matos, entusiasmado, a enviar aquilo que chamou uns “Apontamentos”, baseados nas muitas ideias aí apresentadas, que sugeriam já várias Comissões para o Centenário da Tuna e despoletaram uma segunda reunião, em casa do Polybio, para a sua discussão, donde nasceu a ideia duma 3ª reunião, em 29 de Novembro, que foi convocada, sugerindo ser já com instrumentos, para organizar uma Orquestra que viria a actuar no 1º Centenário da Tuna.  
Podemos dizer que, neste dia, nascia, de facto, a Tuna dos Antigos Tunos pois, poucos dia depois (4 de Dezembro de 1985), meia dúzia de elementos (João Rodrigues, Zé Neves, Fausto Ribeiro, Normando, Zé Trego, Polybio), que mais não eram então, actuavam na R.D.P., num programa informal de sábado à noite e lançavam um apelo aos antigos Tunos para que viessem reforçá-los.
A 15 de Março de 1986 era feita a 4ª reunião em Fermentelos
Foram, uma vez mais, discutidos os “Apontamentos” do Teixeira de Matos e foi nomeada uma comissão para elaborar os Estatutos, constituída pelo Jaime Gralheiro, David Leandro, António Portugal e Polybio Serra e Silva.
Em 12 de Abril de 1986, menos de um mês depois, numa 5º Reunião, era apresentado o Projecto dos Estatutos e feita a eleição provisória dos Corpos Sociais, com o Polybio como Presidente e ficando a aguardar-se a Escritura da Associação dos Antigos Tunos.
O entusiasmo de alguns, nomeadamente do José Neves, era então enorme e a paciência do Prof. João Rodrigues, que desde o primeiro momento esteve sempre connosco, parecia não ter limites.
Só assim se justifica que não tivesse morrido, logo à nascença, este Conjunto que raramente tinha nos ensaios mais duma dezena de elementos e quase nunca os mesmos.
Naquela altura, valeu muito, também a amizade e solidariedade dos Antigos Orfeonistas que, emprestando a sua sala, permitiram ensaiar com uma certa regularidade.
Não obstante tais dificuldades, a Tuna dos Antigos Tunos fez, em Maio de 1986, a primeira apresentação em público, no Sarau da Queima das Fitas.
O entusiasmo com que o difícil público aplaudiu a “Velha Tuna”, como também se lhe começou a chamar, foi suficiente para a impulsionar para Aveiro (24-05-1986) a convite do Magnífico Reitor da Universidade de Aveiro, para aí actuar na Reunião das Universidades.
Seguiu-se depois Coimbra (28-06-1986), no dia do Antigo Estudante e na Escola Superior Agrária, a convite da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra.
Aí todos tiveram o grato prazer de fazer reviver uma velha tradição: tocar o Hino Académico mas, agora, simultaneamente cantado pelos “Velhos Orfeonistas”.
Seguiu-se o Porto, no Teatro S. João (30-12-1986), a convite do Governador Civil do Porto.
Em 1987, a Tuna dos Antigos Tunos, já conhecida, teve oportunidade de ser francamente aplaudida em vários Espectáculos:
17-02-1987 – Teatro Gil Vicente – Coimbra – IV Festival de Música Instrumental da T.A.U.C..
20-02-1987 – Casino da Figueira da Foz.
Em 1 de Março de 1987 era editado o 1º Boletim do Centenário da T.A.U.C., sugerido pela Direcção que nele colaborou, também, mas, principalmente, fruto do entusiasmo do Teixeira de Matos.  Pena que não tivesse tido seguimento, por falta de interesse se todos quantos, solicitados para o fazer, não enviaram a sua colaboração.
A série de espectáculos continuou mas é só então, depois de tanta actividade daquilo que deveria ser a filha, que se oficializou a mãe.  
De facto, é só no dia 20 de Junho de 1987 que se celebra a Escritura Pública que deu  personalidade jurídica à Associação dos Antigos Tunos, na qual se integra a Orquestra dos Antigos Tunos, nesta data já apoiada num novo pilar que muito veio escorar o edifício em construção: o Prof. Tobias Cardoso, com quem o Prof. João Rodrigues aceitou repartir a batuta.
E, não obstante as muitas dificuldades surgidas, a A.A.T.U.C. continuou a organizar espectáculos.  
Dia da Escritura - Fundadores da A.A.T.U.C. - 20-06-87
Nos termos do Decreto-Lei 460/77 de 7 de Novembro e de acordo com o despacho de S. Ex.a. O Primeiro Ministro, publicado no Diário da República, II Série, n.º 50 de 1994/03/01, a A.A.T.U.C. passou a ser reconhecida como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.
No 10º aniversário da A.A.T.U.C. realizaram-se em Coimbra as 1as Jornadas Musicais subordinadas ao título “Sine Musica Nulla Vita”.
Durante estas Jornadas foi apresentado o 1º CD.  
Como reconhecimento de toda a actividade sócio-cultural desenvolvida pela A.A.T.U.C. quer no Pais quer no estrangeiro foi-lhe conferida a “Comenda da Ordem de Mérito”.